
Dia 13/08/2009
Chegamos em Ipu e depois de várias providências e contatos para a relaização do evento encontramos com o Rogério Ipu e nos dirigimos à rampa. Como sempre Rogério é um grande anfitrião auxiliando e orientando para realizarmos um bom voo. Nosso novo amigo Dudu de Ipu (futuro voador da cidade) também foi conosco para um possível resgate em caso de tirada. A estrada estava ainda em mau estado não sendo possível chegar de carro normal, somente de D20 e 4x4. Ao chegar a rampa o vento estava forte e de direita, com termais passando o tempo todo. Rogério lembrou muito sabiamente que o vento quando bate no paredão (80 metros de paredão vertical) a pancada é forte na vertical e logo depois da decolagem, logo resolvi esperar a liberação do Rogério. O vento amainou, Rogério decolou sem a pancada e eu decolei depois. Mesmo com vento de direita ainda há um lift que dá sustentação, fomos subindo devagar buscando a região perto da bica que fica mais de cara pro vento de direita. Não foi preciso ficar perto do relevo, pois mesmo com céu totalmente azul sempre havia termais de 1 a 3 m/s em vários locais. De cada lado da bica sempre sobe tudo, devido a descida da água fria (levando em cosideração a direção e intensidade do vento bomba sempre em cima da cidade também). Explorei o local e fui enroscando em cada termal que aparecia chegando várias vezes a mais de 1400m (nível do mar). O Guy pediu para testar se era possível chegar a alguns pontos notáveis ( Centro de Eventos e Aeroporto) o que não foi difícil devido a bombação. Conseguir fazer estes pilões é fácil, mas não acredito que seja possível fazer contra o vento. Pousei em um campo de futebol perto da distribuidora onde há uma estrada de terra alinhada com o vento, só o filé.

Dia 14/08/2009
O dia amanheceu nublado passando a ensolarado por volta do meio dia. O vento de direita não animava a subir pra rampa apesar da bombação. Subimos por volta de 14:00h chegando à rampa já era possível decolar . Sobre a decolagem é mais interessante decolar na parte alta a esquerda de quem chega a rampa que pega o vento um pouco menos rotorizado. Ao colocar a vela na cabeça ela tende a vira de lado pra rampa, é preciso ter uma boa pressão na vela pra poder virá-la de frente pra rampa e dar a corrida. Como no outro dia dá pra subir mesmo com vento de direita. Dessa vez decolei primeiro ganhei altura na parte mais alta da montanha e fui caranguejando em direção a Bica e cheguando a extremidade sudeste da montanha. O tempo estava todo nublado mas a montanha dava boa sustentação. Mesmo nublado ainda aparecia algumas termais de 1m/s, não sei como. Voltei em direção a bica, passei alto pela rampa e fui até a extremidade noroeste da montanha praticamente na mesma altitude. Voltei à parte alta da montanha e resolvi passar por cima da cidade para divulgar o voo. Passei sobre a rodoviária, praça principal e outros pontos notáveis da cidade perdendo muito pouco. Resolvi pousar num ponto mais proximo da cidade que é um pequeno campo de futebol a leste do cemitérios (atrás do cemitério) com um caminho sem árvores alinhado com o vento, muito fácil de pousar e voltar a pé ou de carona para a praça central.
Conclusão:
Ipu é um local de boas térmicas sem o radicalismo de Quixadá e com um visual muito bonito ideal para voo de aluno, lift e cross. A estrada já foi aplainada sendo possível chegar à rampa com qualquer tipo de veículo e o pouso é enooooorme, tranquilo tanto pra asa como parapente. A estrada que vai para o pouso também foi aplainada e o pouso atualemte possui até estacionamento, quer mais?????????

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